DEPRESSÃO - O MAL DO SÉCULO

12 Sep 2016

Por Alessandra datto CRP: 06/127458

 

 

A depressão é um transtorno do humor frequentemente grave, e ocorre em todas as faixas etárias, sendo que as taxas parecem estar aumentando entre jovens e idosos. Por razões ainda não totalmente esclarecidas, a depressão vem se tornando cada vez mais frequente neste século.

 

Talvez isso seja apenas o resultado de uma melhor identificação e de maior esclarecimento por parte da população em geral.

 

O fator genético-hereditário de forma clara certamente está presente em muitos casos. Em outros, podemos supor que ele não seja tão evidente. A tendência para um funcionamento bioquímico anormal em algumas regiões cerebrais também pode ter sido herdado, portanto esse funcionamento anormal facilitaria para que essas pessoas tivessem depressão.

 

A grande maioria dos casos de depressão parece ser geneticamente transmitida e quimicamente produzida, portanto as causas de depressão são múltiplas, de maneira que somadas podem iniciar a doença. Deve-se a questões constitucionais da pessoa, com fatores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) somados a fatores ambientais, sociais e psicológicos, como: estresse, estilo de vida, acontecimentos vitais, tais como crises e separações conjugais, morte na família, climatério, crise da meia-idade, entre outros.

 

Sintomas depressivos:

  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia

  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas

  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis

  • Desinteresse, falta de motivação e apatia

  • Falta de vontade e indecisão

  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio

  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.

  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio

  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo

  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento

  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido

  • Perda ou aumento do apetite e do peso

  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)

  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

No entanto a depressão infantil se apresenta de maneira e com sintomas diferentes como: irritabilidade, agressividade, distraibilidade, mudança de comportamento repentina, baixo desempenho escolar pode estar associado entre outros sintomas.

 

Para um diagnóstico correto procure ajuda médica e/ou psicológica, pois a depressão infantil é séria e deve ser tratada de maneira adequada por um psicólogo infantil.

 

Tratamento

 

O tratamento deve ser realizado através de psicoterapia e em alguns casos com a combinação de medicamentos, porém cada caso deve ser analisado individualmente.

 

Porém é preciso diferenciar a tristeza normal da depressão, pois todos têm momentos de tristeza, mas quando o quadro se prolonga por um período maior, procure ajuda médica.

 

Por Alessandra Datto - CRP:06/127458 - Psicóloga e neuropsicológa - Contato (11) 98428-3094 WhatsApp

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