A importância do limite nas crianças

18 Mar 2016

Muitas vezes os pais ficam “perdidos” quando e como dar limites aos seus filhos, que idade é mais adequada e assim por diante...por isso o texto abaixo pode auxiliar a esclarecer parte das dúvidas de muitos pais.

 

Sabemos que o limite na infância tem importância fundamental na formação psicológica do sujeito.

 

E qual a idade adequada para começar a colocar limites?

 

O primeiro período crítico para a imposição de limites inicia quando as crianças começam a andar, pois nessa fase elas passam a se expor a diversas situações de risco que se tornam necessárias as intervenções.

 

E apesar de existirem diversos estudos sobre estilo disciplinar e suas consequências, é difícil pensar em uma resposta simples e única sobre a maneira ideal de educar e dar limites. Por isso qualquer intervenção deve ser pensada dentro de seu contexto, levando em conta as necessidades da criança e da família.

 

Limites são necessários?

 

Quando a tolerância é excessiva pode gerar problemas de conduta e disciplina, diminuir a capacidade de tolerância à frustração que faz com que a criança tenha sentimentos de superioridade e ser muito competitiva, achando que é “dona do mundo”.

 

Mas é preciso ter bom senso na hora de impor limites, assim como a falta de limites é prejudicial o excesso também é.

 

Outro ponto importante é que a falta de clareza no limite está vinculada a uma menor obediência e aumento do nível de ansiedade.

 

O desacordo entre os pais sobre os limites é outro ponto que deve ser destacado e que também reduz a obediência e coloca a criança numa situação complicada, pois fica sem referência e pode começar a jogar com os pais.

 

É importante explicar para a criança o porquê do limite. Impor o limite sem explicação ou com justificativas baseadas em relações de poder (por exemplo: “porque eu quero”, “porque eu mando”) não promove a internalização do limite.

 

Se certificar de que a criança esteja prestando atenção e entendendo a explicação aumenta os índices de obediência e internalização do limite.

 

O limite deve ser adequado à faixa etária da criança. A comunicação deve ser breve, nada de discursos prolongados, sem chantagens emocionais. A conversa deve ser olho no olho, ficando no nível da criança para que foquem na hora da comunicação.

 

Punições em público devem ser evitadas, pois pode mobilizar raiva e ser constrangedor para a criança.

 

Quanto ao uso de punição física corporal como ato disciplinar é algo bastante controverso na literatura.  O assunto deve ser tratado com muita cautela.

 

Por fim, uma dificuldade que pode surgir quando os cuidadores colocam limites é a não obediência, mas isso ocorre em menor grau praticamente em qualquer família e pode ser manejado normalmente.

 

Psicóloga e neuropsicóloga HC- FMUSP - contato (11) 98428-3094 whatsApp

 

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